Chemins
28 de maio de 2012
Chegou o CAQ
A notícia boa é que a segunda via chegou em duas semanas \o/ e no dia seguinte (25/05) já demos entrada no VAC.
Qualquer dúvida é só entrar no site deles, então não percam tempo e dinheiro com despachante, pois ele também precisará enviar para lá. Lembrando que o VAC é conveniado com o Consulado, ou seja, é recomendável. Segue o link: https://www.csc-cvac.com/pt-BR/selfservice/cvac_welcome
E no próprio site do vac tem vários checklist de documentos para cada caso, e custa R$60,00 por pessoa.
OBS: O vac não faz processo o processo de imigração, somente visto de turismo, trabalho e estudante.
30 de março de 2012
"A felicidade de um amigo deleita-nos. Enriquece-nos. Não nos tira nada. Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe."
Hoje foi um dia um pouco complicado prá mim, aliando todo nosso nervosismo com os processos, junto com a insegurança do futuro, a saudade que teremos, ainda temos que lidar com pessoas pessimistas, que parecem possuir o prazer de te colocar prá baixo, e o pior a troco de nada, sério não consigo entender, ou melhor, após ler esse texto, eu entendi um pouco:
A principal razão da inveja reside num sentimento de incapacidade de viver seus próprios sonhos, de alcançar metas, de realizar-se. Quando carrego dentro de mim, a sensação de capacidade, eu gosto de ouvir de um amigo que ele fez a “volta ao mundo”. ‘Quem bom!’ Significa que é possível dar a “volta ao mundo” no sentido de realizar sonhos. Ou seja, reforça ainda mais a minha sensação de que eu também vou conseguir me realizar.
A sensação de incapacidade, ao contrário, faz ter inveja, ou seja, querer destruir aquilo. ‘Que bobagem dar a “volta ao mundo”! Quanto gastou?!’ Se não consigo realizar meus sonhos, ninguém consegue.
Muitas vezes a sensação de incapacidade, matriz da inveja, se deve a escolha inadequada de metas, a desejar algo que não está no alcance do indivíduo. Não valorizar as coisas que estão ao seu alcance. As coisas que estão a sua volta também são boas.
A inveja consome o invejoso, porque acaba abandonando a própria vida, preocupando com o valor do outro e não com o seu valor. Ou seja, em vez de se construir, perde o tempo destruindo.
Jorge Alberto Salton
8 de março de 2012
CSQ – Relato da entrevista
Chegamos uma hora antes da entrevista que estava marcada para as 10:30, e pela nossa surpresa não nos deixaram subir, a menina que estava na recepção do prédio falou que só podíamos subir no máximo 15 minutos antes da entrevista (eu pensei: O QUE???) Nunca li sobre isso em nenhum blog) não entendemos nada mas ok, ficamos zanzando pelo quarteirão, achamos uma lanchonete tranquila e ficamos esperando, quando deu 10:15 em ponto estávamos lá, e ela nos deixou entrar ¬¬ , assim que chegamos no BIQ a menina que nos atendeu (foi mega simpática) ficou surpresa por chegamos só 15 minutos antes e que estava preocupada, então nós explicamos que chegamos um hora antes e não nos deixaram subir, ela disse que não tem nenhuma ordem sobre isso e que iria interfonar imediatamente prá reclamar, pois segundo ela muitas pessoas chegam até 2 horas antes com medo do transito e que lá tem ar, banheiro e água, sendo assim um lugar mais agradável para esperar.
Depois desse pequeno inconveniente estávamos na sala de espera vendo um clipe da Celine Dion e uma menina saiu de uma sala, estava bem feliz acho que passou =D, então o Monsieur Beauchesne nos chamou prá entrar, a primeira impressão que tivemos foi ótima, uma pessoa tranquila e amigável, e que falou um francês MUITO pausado, bem tranquilo para entender...
A entrevista começou com ele nos pedindo os documentos, gente essa é uma parte que as pessoas não dão muito valor, e já pulam para saber quais foram as perguntas então #fikdik, levem para cada item o máximo de comprovação que tiverem, (lá no BIQ, ouvi que muitas pessoas foram reprovadas) nós nunca vemos relatos em blogs sobre reprovação na entrevista, então fiquem atentos, pois sim MUITAS pessoas são reprovadas e são esses os motivos mais frequentes: a documentação, o francês não estar no nível que foi colocado, não se mostrar com vontade e conhecer sobre a província e cidades do Québec).
Voltando para entrevista, o Monsieur Beauchesne leu tintin por tintin nossos documentos, e se mostrava querendo mais e mais, como pecamos pelo excesso levamos vários #UFA. Depois dessa fase vieram as perguntas...
Perguntou sobre o emprego que tinha conseguido na missão de TI, perguntou quantas entrevistas fez na missão, perguntou sobre Ville de Québec, e concluiu dizendo que íamos trocar uma cidade linda (Rio) por outra linda. Depois perguntou sobre a viagem para Québec, nessa hora eu disse que não fui, pois tinha quebrado o pé =/, depois se dirigiu só para o meu amor e perguntou se tinha gostado, quais cidades visitou e quanto tempo ficou. Ele me viu super nervosa pois quase não estava falando nada e disse para eu me acalmar, que nós tínhamos uma ótima pontuação e tal, mesmo assim não me acalmei (pensei: até ele imprimir o CSQ não tem nada que me deixe calma kkkk).
Depois falou sobre nossas profissões se gostava da área de informática, e perguntou algo finalmente prá mim, se eu sabia o que teria que fazer sobre a validação em fisio, e o que eu faria durante a equivalência. Depois fez algumas questões sobre nossa vida aqui no Brasil, se era difícil em termos profissionais e pessoais... Fez algumas questões bem básicas em inglês (nosso nível é básico), quantos irmãos possuímos, há quanto tempo vivemos no Rio.
Concluiu a entrevista falando que éramos ótimos candidatos e disse da importância em continuar estudando o Francês, mesmo em caso de já ter um emprego e aprender muito em meio profissional, é fundamental para no futuro não ficarmos limitados. Imprimiu nosso CSQ explicou sobre o processo federal e nos deu boa sorte =D.
OBS: ele nem olhou o Dossier que fizemos, mas aconselho a todos levarem o máximo de coisas que puderem, é melhor prevenir neh \o/
Quero agradecer aos professores da École Québec, não podemos também esquecer do Antônio, e da Kely que deu a primeira aula de francês no cursinho licom da uerj. E aos amigos de jornada que sempre nos deram força!!! =)
Pessoal que ainda vai fazer, fiquem calmos, se preparem o máximo que puderem não deixem para a última hora, tragam muitos documentos de comprovação e boa sorte para todos =)
25 de fevereiro de 2012
Permis de travail / Work permit
31 de janeiro de 2012
Convocação para entrevista!!!!!

4 de janeiro de 2012
Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos

Adriana Setti
No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).
Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte dosavoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil.
Ótimo artigo
