25 de fevereiro de 2012

Permis de travail / Work permit


Como todos já sabem estamos no meio do processo para o visto de trabalho temporário, andei pesquisando algumas informações e resolvi fazer um pequeno resumo do que eu entendi até agora, quem tiver mais algumas informações ou quiser fazer alguma correção, por favor fique à vontade.

Em determinados casos a empresa a qual te ofereceu um contrato de trabalho necessita entrar em contato com o órgão do governo responsável pelo controle do mercado de trabalho canadense (HRSDC) e conseguir uma autorização para contratar um estrangeiro.
O HRSDC vai fazer então um procedimento chamado LMO (Labour Market Opinion) ou AMT (avis sur le marché du travail), eles vão verificar diversos fatores dentre eles se:
-A oferta de emprego é genuína;
-Os salários e condições de trabalho são compatíveis ​​as oferecidos aos canadenses que trabalham nesta profissão;
-Os empregadores têm feito esforços razoáveis ​​para contratar ou treinar os canadenses para o cargo que ocupam;
-O trabalhador estrangeiro está preenchendo a falta de trabalho;
-O trabalhador estrangeiro vai criar diretamente novas oportunidades de emprego ou para permitir que os canadenses a manter os seus empregos;
-O trabalhador estrangeiro vai transferir novas competências e conhecimentos para os canadenses;
-O trabalhador estrangeiro não afetará uma disputa trabalhista ou o emprego de qualquer trabalhador canadense envolvido em um conflito.

OBS: Em outros casos a empresa contratante não necessita solicitar a AMT, e o visto poderá ser emitido quase que imediatamente, já que não existe tempo de espera entre a oferta de trabalho e os trâmites para a obtenção do AMT/LMO.

Após a AMT as pessoas que irão trabalhar na província de Québec necessitam também do CAQ (Certificat d’acceptation du Québec).

No meu caso preciso da AMT, e como a vaga é para Québec também preciso do CAQ, enfim tudo está sendo feito pela empresa, espero receber logo toda documentação, pois após tudo isso ainda precisamos dar entrada nos vistos no consulado em São Paulo (assunto para outro post).


Os prazos de todo o processo (AMT + CAQ + VISTO) são relativamente longos (3 a 5 meses), mas temos que ter calma, tudo tem seu tempo para acontecer...

OBS: Todas as informações passadas são baseadas em um contexto pessoal. Por favor, sempre certifique em uma fonte oficial, dados eventualmente disponibilizados neste blog.

31 de janeiro de 2012

Convocação para entrevista!!!!!


Uhuuullll!!!!


Não estamos acreditamos que chegou nossa convocação, já estávamos imaginando ter que continuar nosso processo em Québec, ou até precisar voltar ao Brasil somente para fazer a entrevista. (Prá quem não sabe, nós iremos antes de concluir o processo federal, pois conseguimos um visto de trabalho temporário) Aliás, o visto de trabalho que achávamos ser bem rápido, está se mostrando bem demorado, mas, depois dessa convocação para o CSQ em março, acho que será o tempo de ficar pronto o visto de trabalho, enfim nada é atoa nessa vida.
Bem gente só passei para comentar esse fato, #muitofeliz =)
Agora é preparar 'dossier', arrumar as passagens, e sobre a estadia já falei com as amigues paulistas ahahuhauhua sim sim, temos que economizar o máximo!

OBS: Todas as informações passadas são baseadas em um contexto pessoal. Por favor, sempre certifique em uma fonte oficial, dados eventualmente disponibilizados neste blog.

4 de janeiro de 2012

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos


Adriana Setti
No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).
Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte dosavoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil.

Ótimo artigo


OBS: Todas as informações passadas são baseadas em um contexto pessoal. Por favor, sempre certifique em uma fonte oficial, dados eventualmente disponibilizados neste blog.

27 de dezembro de 2011

Arrondissements de la Ville de Québec

Arrondissements na tradução quer dizer distritos, mas podemos chamar de regiões, e os quartiers seriam os bairros. Na figura podemos observar melhor as divisões na cidade de Québec:




OBS: Todas as informações passadas são baseadas em um contexto pessoal. Por favor, sempre certifique em uma fonte oficial, dados eventualmente disponibilizados neste blog.

Pensamento que não para


Nem mesmo essa correria de final de ano acalma nossa mente, Québec está por toda parte, não vemos a hora de chegar o CAQ prá dar entrada na permissão de trabalho, e também queremos logo uma definição das entrevistas para o CSQ. Pelo que eu pesquisei, só sei de apenas uma pessoa que foi chamada para entrevista em fevereiro, não sei detalhes, mas só de saber que alguém foi chamado, já dá um alívio.
Andei pesquisando também sobre o CSQ prioritário, vi no blog que quem tem uma oferta de emprego também ganha o prioritário, (mas em que isso nos ajuda?), bem nosso PR sairia mais rápido, e consequentemente muitas portas se abrem, principalmente prá quem tem que cursar matérias para fazer a equivalência em alguma universidade (meu caso, fisioterapeuta), pois não sendo residente permanente, o valor nas universidades são quase o triplo o.O




R.


OBS: Todas as informações passadas são baseadas em um contexto pessoal. Por favor, sempre certifique em uma fonte oficial, dados eventualmente disponibilizados neste blog.

8 de dezembro de 2011

Entrevistas agora só em fevereiro


De acordo com o site oficial as entrevistas em 2012 devem começar a partir de 27 de fevereiro em São Paulo, e terminar dia 10 de março.
http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/publications/fr/divers/Programmation-missions-travailleurs-lieu.pdf

Pensando pelo lado positivo é uma noticia boa, porém nós queríamos uma melhor (em janeiro, por exemplo, rs), mas como tem as festas de fim de ano, e muita gente viaja em janeiro, acho que o BIQ achou prudente ser só em fevereiro...

Bem ainda temos esperança de receber o CSQ sem entrevista, pois além de economizar a passagem pra SP, poderíamos ir pro Québec assim que a permissão de trabalho estivesse pronta. Enfim faremos quando chegar nossa hora, Pas de stress!


OBS: Todas as informações passadas são baseadas em um contexto pessoal. Por favor, sempre certifique em uma fonte oficial, dados eventualmente disponibilizados neste blog.

29 de novembro de 2011


Nossa segunda carta chegou já tem um tempinho com a data de postagem dia 10/10 , mas eu esqueci de registrar aqui antes. =) Bem acho que a entrevista esse ano não deve rolar, o que me deixa bem TENSA, ouvi boatos que teria entrevista em janeiro e fevereiro também, não sei se é verdade, mas bem que podia ser =/ Imagina nós já lá no Québec, tendo que voltar prá fazer entrevista, ou teríamos que mudar nosso processo prá lá, oq seria mais uma confusão e nem sei se é viável, enfim vamos esperar.
R.


OBS: Todas as informações passadas são baseadas em um contexto pessoal. Por favor, sempre certifique em uma fonte oficial, dados eventualmente disponibilizados neste blog.